terça-feira, 20 de março de 2018







              Cinismo - Deboche - Descalabro















Cada região no mundo vive de acordo com suas peculiaridades. E não existe meio de mudar o passado. O presente é a realidade onde os fatos acontecem.

A bem da verdade o Poder não muda de mão. Desde que o mundo é mundo. Os impérios nascem, crescem e morrem, assim como o Poder individual material representado pela riqueza. Porem o paradigma do Poder não muda. O resultado amiúde no mundo na luta pelo poder, é o winnertakesall: O vencedor leva tudo.

Assim a china milenar continua como um outro planeta dentro do planeta Terra, a Russia uma monarquia imperialista, o Ocidente auto intitulado a região progressista que possibilita ao mundo o acesso ao futuro, o Shangrila almejado por todos os povos.

Aqui no Brasil em particular, vive-se um momento de ruptura, duas forças se debatem buscando a primazia do Poder. Uma de transformação outra de manutenção. Os papéis estão invertidos, os propalados progressista, adotam a posição conservadora, os rotulados conservadores adotam atitudes inovadoras dentro da realidade brasileira. É uma luta para voltar o deboche o descalabro.

Mudar o status-quo é quase impossível nas sociedades humanas. As forças de mudanças invariavelmente encontram resistências extraordinárias em tal desiderato. Somente a roda irresistível da história consegue tal pretensão.

Duas forças chocando-se catastroficamente. Um confronto épico.
A História, dirá do vencedor. Em 2 anos saber-se-á a nova realidade brasileira.
Quem viver, vera.

É o velho parasitismo de sempre de um lado, e de outro as forças produtivas. Enquanto intelectuais, principalmente de esquerda através de  interminaveis discursos, tratam do sexo dos anjos, o paradigma de produção; - que efetivamente eleva, mantem as Nações prosperas do mundo, alinhadas numa frente hegemonica que dita os destinos das Nações, é desconcertantemente ignorada por aqui.

Afirma-se: É um povo sem rumo, governado por gente que não tem absolutamente nenhum interesse nesse povo”.

Apoiaram um golpe parlamentar em nome do combate à corrupção e colocaram no governo um corrupto completo”.

São duas afirmações e uma meia verdade. A meia verdade é a segunda afirmação. Qto a primeira, na historia do Brasil, até hoje quem verdadeiramente governou como estadista, patrocinando projetos de Nação e não somente projetos que beneficiasse grupos restritos?

Na realidade brasileira o discurso de bem publico sempre foi imponderável, subjetivo e mesmo improvável. Qdo se afirma que o petróleo é nosso. Até hoje ficam devendo explicar o que significa isto.

Os conchavos o fisiologismo as negociatas são atitudes que estão enraizadas na vida do Pais. Tornou-se cultural o costume de levar algum por fora, diante da ganancia, da indiferença e até da crueldade das elites que governaram o Brasil até hoje, a atitude de conseguir resolver os problemas através das facilidades, foi saída encontrada pelo povo para sobreviver. O mais baixo funcionário publico seguindo o exemplo dos superiores, sempre criaram dificuldades para vender facilidade. Assim o jeitinho brasileiro foi a maneira encontrada para a sobrevivência. Acontece que este comportamento enviesado da alma brasileira atingiu proporções inimagináveis. Alguma coisa teria que acontecer. E aconteceu.

Bresser lembrou que, como Trump, Emmanuel Macron também bloqueou uma desnacionalização. “É uma coisa absolutamente correta; tem certas empresas que não se deve desnacionalizar. Trump está fazendo o certo. Macron fez a mesma coisa na França. Aqui no Brasil a coisa é diferente. Aqui a gente vende tudo, desde que o Brasil virou um país com uma política liberal, colonialista, dependente, desde os anos 1990. Houve tentativa de mudança por parte do Lula. Agora voltou com uma violência total”.

Cada região no mundo vive o presente de acordo com particularidades próprias e especiais de acordo com sua historia. Para que manter um  estado grande, inchado aqui no Brasil, além de favorecer o fisiologismo e as negociatas, pra que?

O descalabro esta encracalado. Qualquer sujeito que consiga qualquer posição dentro do mundo institucional submerge em um ambiente de favorecimento individual, desde a mais ínfima condição municipal ao mais alto cargo publico. Não é que no meio da plena atividade das ações da policia, dos MP, da PGR, um rapaz indicado por políticos no governo sai distribuindo milhões aos apaniguados?

Desde que Brasil é Brasil sempre predominou o Estado. Hoje tornou-se gigantesco. E o povo sempre excluído.

E ai? Pra onde vai o Brasil.

O governo Temer é uma vergonha.
Criticar o Temer é quase unanimidade hoje em dia. Agora usar esta unanimidade para criticar o neoliberalismo só demonstrara eficácia se a critica traga como consequência a vitória de seus defensores na próxima eleição.

Aqui no Brasil o debate é contra o liberalismo, acontece que a alternativa é o que? O programa da esquerda provou-se ineficaz para a economia. Na realidade foi causador de uma imensa bolha. O crescimento conseguido não tinha sustentação. Se a esquerda voltar ao poder, inevitavelmente terá que governar contrariando o próprio discurso.

Ou seja: Diminuição do Estado. Combate a burocracia. Reforma politica. Reforma da previdência. Manutençao e aperfeiçoamento da reforma trabalhista que somente a pouco tempo validou o termo de quitação da divida trabalhista. Reforma tributaria. Enfim o governo terá que se superar em retirar o garrote que impede a economia crescer e se estabilizar, assim finalmente dando condições de inserção do cidadão na vida econômica da Nação.

São os intelectuais orgânicos do capitalismo financeiro rentista. Coisa horrível, são pessoas que não têm nenhum compromisso com o povo”, afirma.

Nesse contexto de hegemonia rentista, não há saída?, perguntamos. A resposta de Bresser: “Tem saída, claro. Tem um ativo que é sempre muito grande, que é o povo. Esse povo existe e já não é mais uma ralé absolutamente dominada. Participam politicamente. Eles têm voz. A gente tem que conquistá-los com uma proposta. Não basta só protestar”.


A bem da verdade o Poder não muda de mão. Desde que o mundo é mundo. Os impérios nascem, crescem e morrem, assim como o Poder individual material representado pela riqueza. Porem o paradigma do Poder não muda. O resultado amiúde no mundo na luta pelo poder, é o winnertakesall: O vencedor leva tudo. 


Dentre os que lutam pelo Poder o povo não conta. As ideologias são ferramentas da guerra. Os fins justificam os meios. E ai não tem santo, estão todos no mesmo saco.
 
O povo?
As gentes no mundo contemporâneo desejam unicamente consumir o que for fabricado pela indústria, ter acesso aos serviços e viverem conectados.


O Brasil realmente é um País suis generis.

A colonização nos paises latinos diferentemente do anglo-saxão, excluiu o povo de sua genealogia.


Somente no inicio do sec.XX a maior parte da população rural iniciou a migração para as cidades. O analfabetismo era generalizado no populacho. E continua sendo...




A gente comum, jamais teve direito a qualquer pedaço de terra, propriedade exclusiva do Estado, da elite. Muito diferente do ocorrido nos EUA. Até hoje, mesmo depois da esquerda ascender o Poder, a 

Terra é propriedade do Estado, o homem vulgar continua sem um lugar para descansar de tanta miséria.

Depois de tantas idas e vindas, continuamos mantendo uma sociedade muito singular. Tentar explicar o Brasil no exterior, é tarefa extremamente desconcertante, imponderavel quase impossível, é a mesma coisa, vai explicar la fora o significado da palavra, saudade...

Depois das mudanças de 2013, as instituições estão em rota de repaginação de reconstrução, passou o tsunami, uma nova realidade é apanágio e necessidade de aceitar e ou compreender o novo mundo, que chega vertiginosamente, ante a incredulidade daqueles que não acompanham o novo paradigma social que nasce no planeta. Morre o mundo velho, nasce o novo. Somente o homem, continua o mesmo. Da-lhe o mínimo para continuar a ser o que é, que ele lhe manterá no poder.

Dentre os que lutam pelo Poder o povo não conta. As ideologias são ferramentas da guerra. Os fins justificam os meios. E ai não tem santo, estão todos no mesmo saco.

Qual Pais no mundo contemporâneo, aceita um condenado pela justiça pleitear a disputa de qualquer cargo publico.

Como seria na Russia, na China, na Siria. Na Alemanha ou EUA.
Somos realmente um povo cordial.
Que saudade das praias da minha juventude.


XXX
Todos discursos interminaveis da social democracia, do socialismo e do comunismo estão chegando a um final melodramatico. A proposta pos revolução industrial de tornar um mundo socialmente justo e igualitario vem sofrendo de anemia por simplesmente estar impossibilitada de alimento. As massas humanas que sustentavam tais propostas, foram definitivamente cooptadas pelo canto da sereia da possibilidade de viver com certo conforto, mantendo o mundinho particular inalterado. O ser humano é extremamente conservador naquilo que o mantem vivo. É aquela coisa, estamos resignados em viver na pocinha do charco e a unica coisa que esperamos é que não se faça marola para evitar que engulamos a lama que nos sustenta.

Desde Adão e Eva o ser humano mudou muito pouca coisa.

A utopia socialista tentou vender um mundo do qual se poderia conservar esta tendencia de estagnção espiritual, conquanto que se mantivesse no poder os camaradas, off course. E ainda por cima oferecendo uma sociedade laica. Mataram Deus. O "altruismo" socialista, seria suficiente para manter o Shangrila de nossos sonhos.

Terradois. Revolução 4.0. Matrix. Estações em orbita da Terra onde a elite planetaria realizaria seus sonhos de conforto.

Enquanto isto o homem... O velho homem arrastando na superficie sua vida de miseria.
Pois é... Mataram Deus. Recorrer aque nestas alturas do campeonato.
Revoluções são coisas ultrapassadas. Do passado.
 







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